‘Símbolo tem vários significados’, alega professor patrono de turma da UEPA que fez gesto polêmico em foto de formatura

Turma foi impedida de colar grau após foto viralizar nas redes sociais. Professor repetiu o gesto na cerimônia de formatura e alega que celebridades também fazem o ato que “simbolizava força e a coragem da turma”.


Reprodução / Ascom Uepa

Após a polêmica foto com o grupo de formandos do curso de Educação Física da Universidade do Estado do Pará (UEPA) de Tucuruí, sudeste do estado, viralizar nas redes sociais e causar a suspensão da colação de grau dos estudantes, o patrono da turma e professor Cláudio Joaquim Borba Pinheiro, que aparece na imagem onde o grupo faz gestos obscenos, se manifestou publicamente nesta sexta-feira (18). De acordo com o docente, “símbolo realizado pelos alunos na foto é usado por várias celebridades do meio artístico, esportivo e político, tem vários significados que são subjetivos”.

Em nota divulgada nas redes sociais, Borba Pinheiro, efetivo da UEPA de Tucuruí, alega que “para os alunos de educação física, (o gesto) simbolizava força e a coragem da turma. As celebridades fazendo o mesmo gesto que pode ser facilmente pinçada na internet” (sic).

A foto foi publicada nas redes sociais e causou polêmica na comunidade acadêmica do campus. A assessoria da instituição informou que recebeu a foto na terça-feira (15) e que a reitoria decidiu suspender os estudantes da cerimônia de formatura, realizada na noite de quarta (16).

Segundo a Uepa, havia uma decisão judicial para que a suspensão fosse desfeita, no entanto, a reitoria decidiu não voltar atrás e a punição foi mantida.

Gesto polêmico

Na cerimônia com estudantes que não estavam suspensos, um professor efetivo do curso subiu no palco, reproduzindo o gesto feito pelos estudantes. A atitude, segundo a assessoria, teria ofendido quem estava na ocasião. Veja no vídeo.

De acordo com Borba Pinheiro, sobre a atitude de repetir o gesto, “está fora de contexto. Pois, antes de fazê-lo realizei uma explicação dos significados subjetivos atribuídos ao gesto, como: Poder, força, coragem, fertilidade, explicando ainda que era um grande mal entendido que estava causando transtorno à imagem de todos. Após essa explicação, realizei o mesmo gesto, em forma de defesa dos alunos e não como ato obsceno, como foi vinculado”, defende-se.

Em nota, a Uepa disse que a foto é “incompatível com o decoro e ética da instituição” e que “não compactua com tal tipo de conduta de caráter desrespeitoso, preconceituoso e misógino. A reportagem tenta contato com os estudantes e professor envolvidos no caso.

A Uepa disse, ainda, que “tomará medidas administrativas cabíveis para apurar os fatos e aplicar penalidades devidas, nos termos das normas vigentes”.

Fonte: G1 PA

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